Incêndio do museu nacional

Incêndio do museu nacional

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, consumido por um incêndio (As chamas do atraso) na noite deste domingo 02/09/208, contava com um dos maiores acervos de antropologia e história natural do país – eram cerca de 20 milhões de itens que foram totalmente incinerados, veja a matéria: Incêndio do museu nacional.

O Museu na educação

Minha primeira vez em um museu eu tinha apenas quatro anos, ao chegar aqui em Campinas vindo de Olímpia com meu pai antes da vinda de todo o restante da família; O senhor Benedito levou-me para conhecer o Bosque dos Jequitibás e lá se encontrava o museu do índio, gostei muito, voltei lá outras vezes, mas, foi nessa primeira visita tão incrível que surgiu em mim, o desejo de ser arqueologista, desejo que guardo até hoje.

Não me tornei arqueologista, sou um jornalista apaixonado por história e filosofia, gosto de saber como as coisas são como chegaram a ser, por que isso e porque aquilo, sim, o museu do índio em Campinas, junto com o valor que a educação dos filhos tem para meus pais foi o grande responsável por eu ser o que sou hoje, e confesso que gosto do que vejo em mim.

Não sei como se encontra o museu do índio aqui em Campinas, mas, o museu nacional no Rio de Janeiro não existe mais, as chamas do descaso, as chamas do atraso destruiu-o. Queimaram séculos de conhecimento, o Brasil agora nem sua triste memória será vista pelas futuras gerações. Como aconteceu com a biblioteca de Alexandria, perdemos e jamais teremos de volta.

O preço da ignorância

O povo brasileiro algoz e vitima de sua própria ignorância, vai sair pra trabalhar hoje e ganhar a sua ração básica indispensável, (cesta básica) como dizia a Marlizinha minha colega de trabalho da Divisão Regional de Ensino de Campinas (DREC); Esses infelizes voltarão à noite e talvez façam sexo, e desse ato muito prazeroso, talvez nasça mais um infeliz, que será educado para ser servo de uma elite que só quer fazer o mesmo, comer e ter relações sexuais.

Sim são todos muito semelhantes, a diferença é que um ensinado a ser líder, e outro a ser pião, no fundo é o mesmo monte de estrume. Já diziam os antigos Gregos: o que faz um humano se virtuoso ou a valer algo mais que um monte de fezes é a sua educação, sim, sem educação que treine o ser a almejar o mel e manteiga, e o melhor da vida e do mundo serão apenas um estorvo no planeta; Gente sem sal, sem sabor, que morrendo ou vivendo não fazem a menor diferença.

Os museus podem ajudar as pessoas a descobrirem porque existem, o que podem fazer para ajudar seu grupo a se desenvolver, viver melhor, buscar justiça, cidadania e tudo mais.

Perdemos um valioso museu, perdemos o prazer de ver o que aconteceu antes de nós e qual o nosso objetivo aqui e para onde estamos indo.

Mas o pior que tudo isso é que a ciência está ainda mais distante daquele que não quer ser apenas nada, que não quer os dogmas de pastores e sacerdotes imbecis, não quer promessa de políticos corruptos, não que ser empregado de empresários que compram consciências, terra, maquinas e gente.

O Brasil acabou-se

Já disse uma vez e repito: o Brasil acabou, só temos um mapa com o nome, a maioria do povo traficado da Mãe Africa, nossa língua portuguesa, nossos costumes importados da Europa e Estados Unidos, nós não somos nem sombra daquilo que podemos, O Brasil precisa de um Projeto Nacional Desenvolvimentista, o brasileiro precisa se desconstruir e se inventar, estudar, ser mais cidadão e o Brasil precisa renascer das cinzas.

 

Incêndio do museu nacional

 

 

Incêndio do museu nacional
As chamas do atraso
Renato Mendes de Andrade

 

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