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Fábrica de Pobres

Última atualização em 2 de fevereiro de 2026 Jornalista RenatoGlobol

A Usina de Drenagem: Como a Financeirização Transformou o Brasil numa Fábrica de Pobres

Fábrica de Pobres

A financeirização da economia transformou o Brasil em uma máquina de transferir renda da periferia para o topo. Entenda como os juros altos e o poder dos bancos nos empobrecem.
Há cenas que definem uma época. Uma delas, para mim, acontece todas as manhãs nas filas das padarias brasileiras, nos caixas de supermercado das periferias de São Paulo, nas feiras-livres do Nordeste. É o gesto mecânico de passar o cartão de crédito não para parcelar um eletrodoméstico ou uma viagem, mas para pagar o quilo do arroz, a carne moída, o leite das crianças. Em 2026, segundo a Confederação Nacional do Comércio, quase 80% das famílias brasileiras estão endividadas, e o cartão de crédito responde por 85,4% dessas dívidas . Não se trata mais de consumir; trata-se de sobreviver. E sobreviver, no Brasil, virou um negócio altamente lucrativo. Mas não para quem sobrevive. Para quem empresta o dinheiro da sobrevivência.

O que estou descrevendo não é fruto do acaso, de uma má sorte coletiva ou de uma sugera “falta de educação financeira” da população — esse bordão cínico que os bancos repetem em comerciais enquanto patrocinam programas de “cidadania financeira”. Estamos diante de um projeto econômico deliberado, de um mecanismo de transferência de renda tão eficiente quanto perverso. Estamos diante do que o economista Ladislau Dowbor, com a precisão de quem estuda o país há décadas, diagnostica como o domínio da financeirização da economia.

fábrica de pobres

Este artigo não é neutro. Não poderia ser. A neutralidade diante de uma máquina de moer gente é cumplicidade. O que proponho aqui é um exercício de desmonte: olhar para os juros estratosféricos, para o poder dos bancos e para a dívida pública não como fenômenos técnicos isolados, mas como as engrenagens de uma usina de drenagem que suga os recursos do país e os transfere para o topo da pirâmide social e para os cofres do capital financeiro global.

O Algoritmo do Atraso: Quando o Dinheiro Trabalha Contra o País

Precisamos começar pelo começo, mas sem a linguagem opaca dos manuais de economia. Vamos a um fato concreto: em janeiro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006 . O argumento oficial, repetido como um mantra por gestores de fundos e editorialistas de jornais, é o de que juros altos controlam a inflação. Mas vamos aplicar o teste da realidade: a economia brasileira está superaquecida? As fábricas operam no limite da capacidade? O consumo está explosivo?

A resposta é um sonoro não. O que temos é uma economia estagnada, com a indústria definhando e o comércio sobrevivendo à base de parcelamentos que comprometem quase 30% da renda mensal das famílias . A inflação que corrói o prato de comida não é a mesma inflação “de demanda” que os juros combatem. É uma inflação estrutural, alimentada pela própria carestia e pelos custos financeiros embutidos em cada produto.

financeirização da economia brasileira opera de forma particularmente perversa. Em países com sistema financeiro funcional, os bancos emprestam dinheiro para quem vai produzir, gerar emprego, movimentar a economia. Aqui, como explica Miguel Bruno num artigo fundamental sobre o tema, o que temos é uma “financeirização por juros” . Isso significa que o sistema financeiro descobriu uma mina de ouro mais fácil e segura do que financiar a produção: emprestar para o governo e para o consumo das famílias a taxas extorsivas, garantidas por um Estado que se curva aos humores do mercado.

O resultado é uma inversão de lógica que condena o país ao atraso. O empresário que pensa em ampliar sua fábrica faz as contas e descobre que é mais rentável, seguro e líquido simplesmente aplicar o dinheiro em títulos públicos. Por que enfrentar os riscos da produção, a incerteza da demanda, a complexidade de gerir funcionários, se o Tesouro Nacional lhe oferece uma das maiores taxas reais de juros do planeta? A consequência é a desindustrialização, a precarização do trabalho e a transformação do Brasil num imenso pasto de commodities e serviços de baixo valor agregado.

O Calote Consentido: 55% ao Ano e a Ficção do Risco Bancário

Vamos agora ao coração da máquina: o custo do dinheiro para quem precisa. Os dados do Banco Central, consolidados ao longo de 2025, mostram que a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas atingiu 59,4% ao ano . A média geral fica na casa dos 55%, mas há modalidades, como o rotativo do cartão de crédito, que disparam para mais de 400% ao ano .

Precisamos situar esses números no mundo real. Não há nenhum país capitalista desenvolvido que pratique taxas sequer próximas a isso. Na França, como lembra Dowbor, os juros ao consumidor giram em torno de 5% a 6% ao ano . Na China, o custo do crédito é irrisório perto do nosso. O que explica essa diferença? Os banqueiros e seus economistas de estimação repetem o mesmo bordão: o risco de calote no Brasil é alto. Mas os dados desmentem essa narrativa.

A inadimplência no Brasil, apesar de todo o aperto, é perfeitamente administrável para o sistema. No final de 2025, os calotes acima de 90 dias representavam cerca de 3,8% da carteira de crédito . Ou seja, os bancos ganham 59% ao ano sobre o volume total emprestado, mas justificam a taxa absurda com base num risco de 4%. A conta não fecha. O que fecha, e com chave de ouro, é o lucro bilionário dos bancos. O que estamos financiando com essa taxa não é a cobertura do risco, mas a acumulação de uma das maiores margens de lucro do sistema financeiro mundial. Dowbor não usa meias palavras para definir isso: chama de “agiotagem” . E tem razão. Agiotagem legalizada, institucionalizada e protegida pela Constituição, desde que um governo anterior, alinhado aos interesses do mercado, retirou do texto constitucional o limite de 12% ao ano para os juros reais.

Esta é a parte mais cruel da financeirização da economia brasileira. Ela não recai sobre grandes corporações, que emitem títulos de dívida no exterior a custos muito menores. Ela recai sobre a dona de casa que precisa parcelar o botijão de gás, sobre o trabalhador que entra no cheque especial para completar o mês, sobre o jovem que financia o primeiro celular. É um imposto invisível e regressivo, que incide pesadamente sobre quem já tem menos. As famílias que ganham até três salários mínimos são as que mais se endividam: 82,5% delas estão nessa situação . Estão presas num ciclo vicioso onde o dinheiro que deveria circular na economia local para gerar mais riqueza é imediatamente drenado para os balanços dos bancos.

A Dívida Pública: A Mentira do Déficit e a Transferência de Renda

Um dos argumentos favoritos da ortodoxia econômica para justificar os juros altos é a suposta irresponsabilidade fiscal do Estado. Dizem que o governo gasta demais, que o déficit público pressiona a inflação e, por isso, os juros precisam subir para atrair investidores que financiem essa “farra”. Trata-se de uma das maiores inversões da realidade já perpetradas no debate público brasileiro.

Vamos aos fatos, pois honestidade intelectual exige que se desmonte essa falácia com números. O que gera o déficit público no Brasil? Uma parte substancial dele é exatamente o serviço da dívida, ou seja, o pagamento dos juros. O governo é como um devedor que se endivida para pagar os juros de uma dívida antiga, num ciclo que só beneficia o credor. Dowbor calcula que cerca de 80% do orçamento destinado à dívida pública não serve para investir em nada — nem um hospital, nem uma estrada, nem uma escola. Serve apenas para rolar juros sobre juros, alimentando a fortuna dos rentistas .

Quando o Banco Central eleva a Selic, não está tomando uma medida técnica neutra. Está determinando que o Tesouro Nacional transfira centenas de bilhões de reais por ano — dinheiro público, pago com impostos de todos nós — para os detentores de títulos da dívida. Quem são esses detentores? Em grande medida, são os grandes bancos, os fundos de investimento, as gestoras de patrimônio. É a maior transferência de renda já institucionalizada num país que insiste em se chamar de república.

Peguemos o exemplo recente. O Brasil entrou em 2026 com a Selic em 15%, uma aberração num mundo de juros baixos. Cada ponto percentual nessa taxa representa uma montanha de dinheiro que deixa de ir para a saúde, para a educação, para o saneamento básico. Enquanto isso, hospitais públicos sucateados enfrentam filas intermináveis, escolas têm infraestrutura precária, e a população mais pobre se vira como pode. E ainda ouvimos que o problema é o “gasto público”. Não, o problema é o destino desse gasto. O problema é que o Orçamento foi sequestrado pela lógica da financeirização da economia.

1998 e o Sequestro da Soberania: Uma Ferida Histórica

Para entender como chegamos a esse ponto, é preciso recuar no tempo e revisitar um momento específico: novembro de 1998. Naquele ano, em meio à turbulência cambial que sucedeu às crises asiática e russa, o governo Fernando Henrique Cardoso assinou uma carta de intenções com o Fundo Monetário Internacional (FMI) . Na prática, o Brasil entregava as chaves da sua política econômica ao FMI em troca de um soco financeiro. O documento, assinado pelo então ministro Pedro Malan, prometia aprofundar reformas, garantir superávits primários e, acima de tudo, acalmar os “mercados”.

O que veio depois foi um ajuste estrutural que consolidou o poder do capital financeiro. A âncora cambial estourou no ano seguinte, com a maxidesvalorização de 1999, mas a âncora dos juros altos veio para ficar. Criou-se ali um ciclo vicioso: juros altos atraem capital especulativo, que valoriza artificialmente a moeda, que prejudica a indústria exportadora, que desaquece a economia, que justifica — na cabeça dos economistas — a manutenção dos juros altos para “controlar a inflação”. O Brasil entrou num mato sem cachorro do qual nunca mais conseguiu sair.

A memória desse período é crucial para entendermos que a financeirização da economia não é um fenômeno natural. Ela foi implantada por decisões políticas, por governos que escolheram lado. O lado escolhido foi o do sistema financeiro, em detrimento da produção e do trabalho. A partir dali, o Banco Central, supostamente autônomo, passou a funcionar menos como um órgão de Estado e mais como uma espécie de ouvidoria dos bancos, operando numa lógica de “autorregulação” que, nas palavras de Dowbor, “é uma bandidagem” .

A Máquina Global: BlackRock, Vanguarda e o Dinheiro Virtual

É importante, contudo, não cair num provincianismo analítico. O poder que drena o Brasil não é apenas nacional. Ele se insere numa teia global de dominação financeira. Como lembra Dowbor, cerca de 97% do dinheiro do mundo hoje não passa de sinais magnéticos, bits de computador que circulam em velocidades estonteantes . Essa desmaterialização do dinheiro permitiu a criação de um cassino planetário, onde fundos bilionários como BlackRock e Vanguard — citados nominalmente em debates sobre o tema — controlam fatias enormes de empresas e governos sem produzir um único parafuso .

Esses gigantes financeiros estão em toda parte. São acionistas majoritários ou minoritários relevantes de bancos, indústrias e empresas de tecnologia no Brasil e no mundo. Eles não têm pátria, não têm compromisso com o emprego local, não têm nenhum interesse no desenvolvimento nacional. Seu objetivo é um só: extrair a maior rentabilidade financeira possível no menor espaço de tempo. Se para isso for preciso manter o Brasil como uma plataforma de juros altos, que assim seja. O lucro gerado aqui não é reinvestido em pesquisa ou em infraestrutura; é drenado para paraísos fiscais e distribuído aos acionistas no exterior.

É esta a verdadeira face da globalização periférica. O Brasil produz riqueza — somos um dos maiores produtores de alimentos e minerais do mundo, temos um parque industrial razoável, um setor de serviços pujante e uma população criativa e trabalhadora. Mas essa riqueza escorre pelo ralo do sistema financeiro. Mais da metade da renda das famílias está comprometida com dívidas , e uma parcela expressiva dessa renda vira juro, que vira lucro bancário, que em grande parte vai para os bolsos dos controladores desses fundos globais. Não somos pobres; somos drenados.

O Conto de Fadas do Mérito e a Culpabilização da Vítima

Todo sistema de poder precisa de uma narrativa que o justifique. O capitalismo financeiro, tão disfuncional do ponto de vista produtivo, construiu a sua com cuidado. A principal delas é o mito do merecimento. O rico é rico porque é mais inteligente, mais esforçado, mais empreendedor. O pobre é pobre porque não se esforçou o suficiente, porque não estudou, porque “não tem educação financeira”. Esta última versão do conto de fadas é particularmente cínica.

Em 2025, enquanto as famílias viam quase 30% da sua renda mensal ser consumida por dívidas, os comerciais de banco na televisão ensinavam “como organizar o orçamento”. A vítima é culpabilizada pelo crime cometido contra ela. O trabalhador que paga 400% de juros no rotativo do cartão é tratado como um ignorante, não como alguém que foi capturado por uma armadilha financeira desenhada para extrair o máximo possível da sua necessidade .

Precisamos ter clareza: ninguém aprende a lidar com juros compostos de 15% ao mês. Não há planejamento familiar que resista a uma taxa de 55% ao ano. O sistema não está desenhado para ser compreendido ou administrado; está desenhado para capturar e drenar. Como bem analisa o professor Ladislau Dowbor, “o cara está sendo explorado por taxa de juros, endividado, e lhe dizem na televisão que ele não tem educação financeira. Ele tem que aprender a se endividar de maneira competente. Ninguém consegue” .

Este é o ponto em que a análise econômica encontra a necessidade de um posicionamento ético. A financeirização da economia não é apenas um erro de política monetária; é uma violência. É uma máquina de produzir desigualdade, de transformar cidadãos em devedores perpétuos, de confiscar o futuro da nação em nome da liquidez imediata dos mercados.

O Caminho das Pedras: Soberania, Regulação e Produção

Diante de tamanho poder, o que fazer? O derrotismo é uma armadilha. A história não acaba, e as estruturas de dominação, por mais sólidas que pareçam, podem ser enfrentadas. O pensamento de Dowbor, que venho utilizando como fio condutor, não se limita ao diagnóstico; ele aponta caminhos. E esses caminhos passam, inevitavelmente, pela retomada da soberania.

O primeiro passo é desmontar o tabu da regulação. Não há nada de sagrado nas taxas de juros praticadas no Brasil. Outros países, com sistemas financeiros maduros, impõem limites legais à usura. É preciso revogar a autonomia formal do Banco Central e submetê-lo a um controle democrático efetivo. Não é concebível que uma instituição com tamanho poder sobre a vida nacional opere como uma agência a serviço dos bancos. O Conselho Monetário Nacional precisa voltar a ser o espaço de definição da política de crédito, com representação paritária de trabalhadores, empresários da produção e governo.

O segundo caminho é a desmonopolização bancária e o fortalecimento de alternativas. O oligopólio de Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal funciona como um cartel. É preciso abrir espaço para bancos comunitários, cooperativas de crédito e fintechs comprometidas com o desenvolvimento local, como sugere Dowbor . Um banco que conhece a comunidade e tem compromisso com ela pensa duas vezes antes de cobrar juros extorsivos. O dinheiro precisa voltar a ser um instrumento de fertilização da economia real, e não um fim em si mesmo.

O terceiro pilar é a reforma tributária. Mas não a reforma que está em discussão no Congresso, focada apenas na simplificação de impostos sobre o consumo. Precisamos de uma reforma progressiva, que taxe grandes fortunas, lucros e dividendos. É um escândalo que um trabalhador assalariado pague imposto de renda sobre cada centavo que ganha, enquanto o rentista que vive de juros e dividendos pague zero. É preciso taxar a saída de recursos para paraísos fiscais e usar esse dinheiro para financiar políticas sociais e investimentos produtivos.

Por fim, é preciso redirecionar o crédito. O BNDES, tão atacado pela direita liberal, precisa ser fortalecido como instrumento de fomento à indústria nacional, à inovação tecnológica e à infraestrutura sustentável. O Estado tem o dever de criar as condições para que o capitalismo produtivo floresça, em vez de se curvar diante do capitalismo rentista.

Conclusão: A Quem Serve a Nossa Pobreza?

Escrevo este artigo em fevereiro de 2026. O Carnaval se aproxima, e as manchetes dos jornais já começam a misturar a folia com os dados alarmantes do endividamento. Mais um ano, mais um ciclo. O Brasil continuará sendo um dos países que mais pagam juros no mundo, enquanto milhões de famílias continuarão usando o cartão de crédito para comprar comida, empurrando com a barriga um endividamento que parece não ter fim.

Mas é preciso que fique claro: essa não é uma sina, não é um destino inexorável. É uma construção política. A financeirização da economia tem nome, sobrenome e endereço. Seus beneficiários estão nos conselhos de administração dos grandes bancos, nas salas envidraçadas dos fundos de investimento, nos escritórios das gestoras globais em Nova York e Londres.

A pergunta que precisa ecoar no debate público é simples e direta: a quem serve um país com juros de 55% ao ano? A quem serve um sistema que transfere centenas de bilhões do orçamento público para o mercado financeiro? A resposta é uma só: serve a uma minoria ínfima da população, à casta dos rentistas, e condena a imensa maioria a uma vida de trabalho duro e endividamento perpétuo.

Romper com esse ciclo exige coragem intelectual para nomear os problemas, coragem política para enfrentar os interesses estabelecidos e, acima de tudo, um profundo compromisso com a verdade factual e a justiça social. O Jornal Ambiente, ao publicar este artigo, assume o seu lado. O lado da produção contra a especulação, do trabalho contra a renda, da vida contra a financeirização da morte.

O Brasil não é pobre. O Brasil está saqueado. E todo saque, mais cedo ou mais tarde, encontra o seu algoz e encontra, também, quem tenha coragem de pegar o cassetete e dizer: até aqui.

Clique aqui e assista a entrevista do Professor Ladislau Dowbor ao jornalista Breno Altman

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