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Guerra Estados Unidos Israel Irã: conflito fabricado

Última atualização em 3 de março de 2026 Jornalista RenatoGlobol


Guerra Estados Unidos Israel Irã: quando o poder escolhe a mentira e o povo paga com a vida

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Este texto é um posicionamento assumido. Não escrevo para parecer equilibrado diante do absurdo. Escrevo porque a guerra Estados Unidos Israel Irã não é um fenômeno técnico, não é um tabuleiro distante onde peças se movem friamente. É um processo histórico violento que recai, sempre, sobre os mesmos corpos: o povo comum.

E começo pelo óbvio que muitos evitam dizer: esta guerra tem responsáveis concretos. Ela não “eclodiu”. Ela foi iniciada.

O dia em que a mentira virou míssil

Na madrugada de 28 de fevereiro, quando o anúncio do ataque apareceu nas redes sociais do então presidente dos Estados Unidos, não vi um estadista ponderando riscos globais. Vi o mesmo personagem que Nova York conhece há décadas: Donald Trump, um mafioso imobiliário arrogante, despreparado para a responsabilidade histórica do cargo que ocupou.

Não uso essas palavras como adjetivação vazia. Uso porque descrevem uma trajetória pública marcada por trambiques empresariais, falências estratégicas, retórica agressiva e uma compreensão rudimentar da política internacional. Trump jamais foi um homem de Estado. Sempre foi um operador de interesses privados com megafone global.

Ele afirmou que o Irã representava uma ameaça iminente. Dias depois, surgiram informações de que o próprio aparato de defesa americano não sustentava essa tese. Se o argumento da autodefesa preventiva não se sustenta, então estamos diante de um ato de agressão.

E agressão, pelo direito internacional, tem nome.

Lembro de 2003 como se fosse ontem

Eu era mais jovem quando ouvi o então presidente George W. Bush falar em armas de destruição em massa no Iraque. A narrativa era segura, firme, moralizante. O mundo foi conduzido à guerra. Depois, descobrimos que as armas não existiam.

Bagdá virou escombros. Famílias inteiras desapareceram. Uma geração cresceu sob ocupação e violência sectária.

Agora, ao observar a guerra Estados Unidos Israel Irã, sinto a mesma náusea histórica. O mesmo roteiro. A mesma fabricação de urgência. A mesma instrumentalização do medo.

Não aprendeu-se nada. Ou pior: aprendeu-se que mentir compensa.

Europa: a decepção anunciada

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Quando vi declarações de apoio vindas de Berlim, Londres e Paris, não senti surpresa, senti tristeza.

O chanceler alemão Friedrich Merz, homem formado no mercado financeiro e profundamente vinculado ao grande capital, falou como quem protege investimentos, não como quem protege vidas. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer autorizou o uso de bases militares como se aquilo fosse uma cláusula administrativa trivial. O presidente francês Emmanuel Macron tratou a escalada como “desenvolvimentos”.

Desenvolvimentos? Mísseis não são desenvolvimentos. São decisões humanas que matam.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reafirmou apoio estratégico. O primeiro-ministro canadense Mark Carney, oriundo do sistema financeiro global, alinhou-se prontamente.

Vejo nesses líderes algo em comum: uma submissão estrutural ao poder financeiro transnacional. São, em sua maioria, vassalos do capital globalizado. Governam para mercados antes de governar para pessoas.

E quando o mercado exige guerra, eles fornecem.

O estreito que vale mais que vidas

O Estreito de Ormuz não é apenas um canal marítimo. É a artéria por onde flui parte significativa da energia que move o planeta. Ali passam navios carregados de petróleo que abastecem fábricas, carros, aviões e indústrias.

Quando o Irã ameaça fechar essa passagem, não é um gesto teatral. É um aviso geopolítico: “Se nos atacam, o custo será global.”

Mas o que me inquieta não é apenas o impacto nos preços do petróleo. É o fato de que decisões tomadas em Washington, Tel Aviv ou Bruxelas reverberam na mesa do trabalhador brasileiro, na conta de luz da família africana, no custo do transporte na Ásia.

A guerra sempre é vendida como estratégia. Mas ela se materializa no arroz mais caro e na escola bombardeada.

1953 não foi um detalhe, foi uma ferida

Quando penso no Irã, não penso apenas no presente. Penso em 1953, quando Mohammad Mossadegh tentou nacionalizar o petróleo iraniano. A resposta foi um golpe articulado com apoio da CIA. Mossadegh foi derrubado.

No lugar dele consolidou-se o regime do xá Mohammad Reza Pahlavi, aliado estratégico do Ocidente. Repressão interna, concentração de riqueza, modernização excludente. A Revolução de 1979 foi também reação a essa interferência.

Nada disso é teoria conspiratória. É história documentada.

Quando hoje o Irã fala em soberania ameaçada, não fala no vazio. Fala a partir dessa memória.

O acordo nuclear rasgado

Em 2015, o Irã assinou o Joint Comprehensive Plan of Action. Havia inspeções, havia monitoramento, havia compromisso formal de não desenvolver armas nucleares.

Em 2018, Trump rasgou o acordo. Simples assim. Não foi Teerã que abandonou a mesa. Foi Washington.

Como confiar em negociações quando a maior potência do planeta demonstra que compromissos podem ser descartados ao sabor da política doméstica?

Quando a diplomacia vira encenação, a guerra vira consequência.

O povo: a vítima permanente

Não me comove a retórica inflamável de líderes que jamais sentirão o impacto direto de suas decisões. O que me comove são as imagens de famílias correndo para abrigos, de hospitais operando sob risco, de crianças que aprendem cedo demais o som de um míssil.

A guerra Estados Unidos Israel Irã não mata generais em primeiro lugar. Mata entregadores, professores, estudantes, trabalhadores de refinarias, soldados jovens que obedecem ordens.

O povo é sempre a vítima. Sempre.

E essa constatação me revolta.

Minha indignação é política e humana

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Eu rejeito a naturalização da guerra como instrumento legítimo de reorganização geopolítica. Rejeito a ideia de que o Ocidente possui autoridade moral para invocar “ordem baseada em regras” enquanto viola a própria Carta da ONU.

Rejeito Donald Trump como liderança responsável. Ele não é um estadista. É um trambiqueiro imobiliário elevado à condição de comandante militar, alguém que trata conflitos complexos como negociações de condomínio.

Rejeito também a postura submissa de líderes europeus e norte-americanos que agem como administradores do capital financeiro global, não como representantes de seus povos.

Não escrevo movido por ingenuidade. Sei que o governo iraniano também possui contradições e práticas autoritárias. Não romantizo regimes. Mas agressão externa não é instrumento legítimo de transformação interna.

Mudanças políticas não podem ser impostas por bombardeios.

O que está em jogo de verdade

O que está em disputa não é apenas segurança regional. É hegemonia energética, controle de rotas comerciais, contenção estratégica de potências emergentes e preservação de uma arquitetura financeira centrada no dólar.

A guerra Estados Unidos Israel Irã é expressão de uma ordem internacional que privilegia a força sobre o diálogo quando interesses estruturais são ameaçados.

E enquanto elites disputam influência, o cidadão comum paga com instabilidade, inflação, luto e medo.

Escrever é recusar a omissão

 

Escrevo com indignação porque silêncio, neste momento, é cumplicidade. Escrevo porque acredito que jornalismo não é reprodução automática de comunicados oficiais. É posicionamento responsável diante do poder.

A guerra não é um fenômeno inevitável da natureza. É escolha humana.

E se é escolha, pode ser interrompida.

Acredito na reconstrução de mecanismos multilaterais reais, na retomada de negociações com garantias verificáveis, na aplicação universal do direito internacional — inclusive contra potências ocidentais.

Mas isso só será possível quando deixarmos de aceitar líderes despreparados e capturados por interesses financeiros como se fossem inevitáveis.

A guerra Estados Unidos Israel Irã não é apenas um conflito regional. É um espelho. E o que ele reflete é um sistema internacional onde o poder concentrado decide e o povo sofre.

Não aceito essa lógica como destino.

E por isso escrevo.

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