Última atualização em 21 de março de 2026 Jornalista RenatoGlobol
Manifesto SOLARA: Para Além da Fúria – O Tempo da Síntese Já Começou
Uma evolução do movimento SolarPunk pelo Coletivo SOLARA

A distopia já chegou, só esqueceram de avisar o porteiro.
E o SOLARA já está acontecendo, só faltou te contarem.
Então tá, galera. Seguinte: eu tentei ficar na paz, juro. Tentei meditar com mantra tibetano no Spotify, tentei cheirar essência de alecrim, tomar chá de camomila, ouvir um Jazz em volume baixo e fingir que estava tudo bem. Mas olha… não dá. A paciência acabou. E olha que minha paciência é tipo mãe solteira com três empregos: aguenta tudo, menos desaforo.
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Este texto faz parte de uma reflexão maior. No meu ebook "Do Coach ao Caos", mostro como a lógica da meritocracia e dos bilionários se conecta com a desindustrialização do Brasil.
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Mas tem uma diferença crucial: não é só surtar. É construir. E é aí que entra o Coletivo SOLARA.
Vamos parar com a palhaçada: o futuro virou uma distopia de quinta categoria, dirigida por um roteirista medíocre de novela das seis. Não teve nem orçamento pra efeitos especiais. Nada de naves brilhando no céu ou inteligência artificial que cita Shakespeare. Só boleto, Uber demorado e taxa cara, e call no Zoom com chefe passivo-agressivo que acha que é coach. E o mais triste? A gente tá aceitando tudo isso com um sorriso de palhaço e gratidão de escravo moderno. Ah, mas calma… tem gente que acha isso “normal”. Que acredita que é só “ter mentalidade de sucesso” que tudo vai dar certo. Vai sim, campeão. Vai direto pro buraco, mas com pensamento positivo e feed do Instagram impecável.
Enquanto o sistema empurra a distopia com marketing de influenciador, o Coletivo SOLARA já está plantando a semente da Era da Síntese. Não amanhã. Agora.
A galera do “mérito” e o show de horrores
Olha, não sei você, mas eu não aguento mais essa turma do “empreendedorismo de palco”, essa galera do “acorda 5 da manhã, toma banho gelado, lê 40 livros por mês e monta 3 startups com R$ 7,50 e um pacote de Club Social”. Ah, vai catar coquinho no deserto, meu amigo.
Esse papo de que “todo mundo pode vencer” é igual aquela frase do Silas Malafaia: parece motivacional, mas na verdade é só manipulação com glitter. E no fundo, a mensagem é sempre a mesma: se você não tá milionário aos 30, o fracasso é todo seu. Dane-se que o Brasil é um país onde ainda existe muita pobreza, educação e saúde são artigos de luxo. Mas o coach tá lá, te olhando do alto da cobertura alugada, com o iPhone financiado em 24x, dizendo que “você precisa acreditar mais em você”. Ah tá. Vou acreditar tanto que vou flutuar. Sai da frente que eu viro um balão.
No SOLARA, a gente não acredita em meritocracia. A gente pratica tecnocracia com afeto: tecnologia a serviço da vida, não do lucro. Como sonhou Jacque Fresco.
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Os bilionários e a seita do capitalismo místico
E falando em balão, alguém segura esse foguete do Elon Musk, porque ele tá desgovernado. O cara quer colonizar Marte enquanto aqui na Terra falta água, comida, dignidade e, principalmente, vergonha na cara. Mas tem gente que idolatra. Idolatra! Trata bilionário como se fosse um semideus. Ah, o Larry Ellison é um visionário! O Jeff Bezos é um gênio! O Mark Zuckerberg é um mestre!
Meu amigo, gênio era o Tim Maia, que dizia: “não fumo, não bebo e não cheiro… só minto um pouco”. Esses caras aí são só gente com grana demais, empatia de menos e uma compulsão insaciável por controle. É tipo o vilão do desenho, só que sem carisma. Você acha mesmo que alguém acumula 100 bilhões honestamente? Na moral? Acha mesmo que dá pra enriquecer assim sem passar o trator por cima de umas mil almas? Que é tudo suor, foco e disciplina? Acorda, Alice! Isso aí é capitalismo, não é Hogwarts.
Por isso o SOLARA não pede permissão. Ele simplesmente existe. Em bioconstrução com madeira Ernest Gothe, em aldeias digitais como a Hawey Village Digital Ruralcow, em redes de cuidado que não passam por banco nem por bilionário.

A política virou uma rave de lunáticos
Agora, se você acha que o problema é só na iniciativa privada, deixa eu te lembrar que a política virou um picadeiro onde os palhaços ganham o prêmio de melhor ator. A extrema direita abraçou a burrice com tanto amor que parece um casamento forçado entre o WhatsApp da tia do zap e o QI de um pepino.
Gente que acredita em “globalismo”, “kit gay” e acha que o aquecimento global é invenção da Greta Thunberg e do ET Bilu. E o pior: votam. E elegem. E aí a gente tem que assistir a um desfile de excremento verbal toda semana. Tem deputado que acha que a Terra é plana e que vacina muda o DNA. E tem gente aplaudindo de pé. É o fim da picada, mas com cobertura de chantilly e cereja podre.
Enquanto isso, o progressista que tenta argumentar é chamado de “esquerdista chorão”, como se defender justiça social fosse coisa de criança mimada. Meu amigo, mimado é quem nunca limpou a própria privada e acha que pobre é vagabundo. Mimado é quem quer democracia só quando convém. Mimado é quem quer liberdade de expressão pra espalhar fake news e ódio.
O SOLARA não espera que a política se resolva. O SOLARA cria política de baixo para cima, com terra no pé, código aberto no bolso e assembleia híbrida. Enquanto eles gritam, a gente constrói.
Do SolarPunk ao SOLARA: a evolução natural

É por isso que, aqui no Coletivo SOLARA, a gente meteu o pé na porta e gritou: AGORA É SOLARA NA VEIA!
O SolarPunk foi o grito de guerra. O SOLARA é a construção silenciosa e firme que vem depois. O SolarPunk nos mostrou que era possível sonhar. O SOLARA prova que já é possível viver.
Chega de distopia importada dos EUA com filtro azul e android melancólico. Chega de glamourizar o colapso. Chega de aceitar um mundo onde lucro é mais importante que gente.
O SOLARA é a evolução natural do SolarPunk. É o que acontece quando a esperança vira método, quando a resistência vira morada, quando a utopia desce do papel e vira bioconstrução, aldeia digital e tecnologia vernacular.
O SOLARA é o futuro que a gente não escolhe mais – a gente simplesmente É. É utopia com terra no pé, com código no bolso, com madeira Ernest Gothe no teto, com a memória de Jacque Fresco nas ferramentas e com o exemplo da Hawey Village Digital Ruralcow no coração. É agroecologia, é comunidade, é energia limpa, é desobediência civil com flores e plantio de futuro com as mãos na terra e os pés no servidor local. É olhar no olho e dizer: “não, eu não aceito esse lixo de mundo que vocês estão empurrando com marketing de LinkedIn. Por isso eu já estou vivendo fora dele.“
O SOLARA não é só estética. É sintaxe de um novo mundo. Não é só design. É biologia aplicada à cultura. Não é só futuro. É o presente em estado de germinação.
Se o sistema quer nos sufocar com crise, precarização e desesperança, o SOLARA responde com horta vertical de dados, assembleia popular híbrida, canção de protesto que vira aplicativo de cooperação e mutirão digital-rural. Se o presente é um pesadelo corporativo, o SOLARA é o despertar coletivo que já está acontecendo em núcleos como o Coletivo SOLARA. Se a tecnologia foi usada pra vigiar, no SOLARA vamos usá-la pra tecer redes autônomas de cuidado e troca. Se a natureza foi explorada, nela vamos regenerar biomas e subjetividades. Se o mundo tá um caos, então nós, do SOLARA, não vamos apenas construir o nosso próprio futuro – vamos viver ele, inteiro, hoje. Verde, justo, digital-rural e cheio de luz.
Porque o SolarPunk foi a semente. O SOLARA é a árvore.
Então, se você ainda tá achando que tudo isso é exagero, que “não é bem assim”, que “tem que ver os dois lados”… meu querido, vai lá sentar com o Datena e o Alexandre Garcia. Aqui, no Coletivo SOLARA, a gente já passou da fase de explicar. A gente está fazendo. Plantando, codificando, construindo com madeira Ernest Gothe, sonhando com Jaque Fresco, vivendo na Hawey Village Digital Ruralcow.
Porque se for pra viver num mundo zoado, que seja pelo menos com consciência, poesia, tecnologia vernacular e um pouco de sarcasmo. E, acima de tudo: que seja SOLARA.

Assinado,
Renato Globol
e o Coletivo SOLARA – onde o futuro já é presente.
Leia também:
- Manifesto SolarPunk original que deu origem a esta evolução
- Bioconstrução com Ernest Gothe
- Tecnologia vernacular
- Aldeias Digitais Rurais
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