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Quando a Inteligência Falha: Como Sociedades Cultas Produzem Monstros

Última atualização em 18 de agosto de 2025 Jornalista RenatoGlobol

Monstros
Adolf Hitler – Donald Trump: Do passado ao presente: quando monstros do poder exploram o medo e a divisão, provando que a história insiste em nos alertar sobre o caminho errado.

Eu penso que a gente costuma acreditar que sociedades avançadas — aquelas cheias de universidades, tecnologia e pensamento crítico — estariam protegidas contra ideologias destrutivas de monstros. Você sabe que, quando temos tanto conhecimento, seria natural imaginar que isso seria um antídoto contra a barbárie, certo? Mas a história mostra um caminho diferente. A Alemanha nazista, por exemplo, foi uma das nações mais cultas e desenvolvidas do século XX, cheia de grandes filósofos, cientistas e artistas. Então, quem sabe a gente deveria perguntar: como um regime tão brutal pôde nascer num ambiente assim?

Desconexão entre inteligência e ética

A resposta é esta, eu acredito, na desconexão entre inteligência e ética. Quando o conhecimento técnico se separa da moral, ele pode acabar servindo para justificar atrocidades. E, pior, quando elites econômicas e intelectuais abrem mão de princípios em nome de interesses próprios, o caminho para o autoritarismo se abre mais facilmente.

O apoio das elites e a falsidade da imunidade intelectual

Eu penso que o nazismo não foi apenas obra de ignorantes ou fanáticos. Foi um projeto que teve o apoio de setores poderosos da sociedade. Isso nos ensina que inteligência sem caráter pode ser fatal e sim cria monstros. Muitos de nós acreditamos que pessoas instruídas são naturalmente imunes ao extremismo, mas a história desmente isso. Você sabe, gente como Josef Mengele, médico; Wernher von Braun, engenheiro de foguetes; e Martin Heidegger, filósofo — todos eles acabaram ajudando o regime nazista. Isso mostra que inteligência sem ética pode virar uma arma muito perigosa, nas mãos erradas. Seja nas mãos de cientistas que desenvolvem armas, burocratas que planejam genocídios ou juristas que criam leis injustas, o conhecimento sem valores pode causar um dano imenso.

A importância da vigilância ética

Por isso, eu penso que é fundamental que cada um de nós exerça um olhar crítico e vigilante sobre o uso do saber e da autoridade. Não podemos deixar que a ética seja negligenciada em nome do progresso ou do interesse pessoal. A responsabilidade é de todos — esteja atento, questione, denuncie e jamais se omita diante da injustiça. A inteligência só vale a pena quando caminha junto com a ética. Isso acontece quando se racionaliza o mal em nome de um suposto “bem maior”, quando a especialização técnica faz as pessoas verem números e não vidas, ou quando o oportunismo cala qualquer voz que questione.

Conhecimento: iluminação ou destruição

O conhecimento é como a eletricidade: pode iluminar ou matar — tudo depende de quem está no controle.

O papel das elites econômicas e políticas

Também é importante lembrar que o apoio das elites econômicas e políticas foi crucial. Grandes industriais, banqueiros e conservadores não eram necessariamente fanáticos, mas viram no nazismo uma forma de proteger seus interesses — o medo do comunismo, o controle sobre os trabalhadores, o lucro com contratos e a exploração do trabalho forçado. Quando o lucro passa na frente da moral, a elite vira cúmplice de pessoas que são verdadeiros monstros.

Silêncio intelectual e nacionalismo cego

No campo intelectual, muitos acadêmicos e artistas apoiaram ou preferiram o silêncio. Universidades expulsaram judeus e opositores para abrir espaço para os leais; o nacionalismo cego fez muita gente acreditar que estava salvando a pátria; a propaganda desumanizou os inimigos. Alguns resistiram e pagaram um preço alto, mas a maioria escolheu o conforto do silêncio.

A sedução da propaganda

E o povo, como foi seduzido? Pela máquina de propaganda que criou um inimigo único, prometeu uma redenção nacional e usou símbolos e estética capazes de gerar um senso de pertencimento. A propaganda não só mentia, mas mexia com emoções primárias — medo, ódio, esperança — e funcionava porque, no fundo, muita gente queria acreditar.

Uma obra coletiva

O nazismo não foi um acidente. Foi uma obra coletiva: cientistas que deram as ferramentas, elites que financiaram, intelectuais que justificaram, e um povo que apoiou ou ficou em silêncio.

As lições para o presente

Eu penso que as lições são claras hoje: inteligência sem ética é perigosa; as elites podem ser cúmplices quando priorizam o lucro; a propaganda ainda manipula; e o silêncio diante da injustiça é conivência.

Atenção para o futuro

A história talvez não se repita exatamente, mas seus ecos estão vivos. A pergunta que fica é: a gente está mesmo atento para evitar que outro monstro desperte?

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