🎷 “Grazin’ in the Grass” – Uma Homenagem ao Meu Irmão Ricardo Mendes de Andrade.
Hoje, escolhi tocar para você uma versão especial de “Grazin’ in the Grass”, recriada com tanta sensibilidade por Boney James e Rick Braun — dois mestres do jazz contemporâneo. Essa versão, produzida por Boney James e Paul Brown e lançada pela Warner Jazz, transforma a canção original em uma jornada suave, cheia de calor, groove e alma.
A música nasceu como um hino de liberdade. A original foi composta por Hugh Masekela, o lendário trompetista sul-africano que, exilado por sua luta contra o apartheid, usou sua arte para celebrar a beleza, a resistência e a alegria do povo negro. “Grazin’ in the Grass” é como um retrato da África: natureza livre, vida em harmonia, espírito indomável.
E é exatamente esse espírito que me lembra você, meu irmão.
Assim como o som do sax de Boney James e da trombeta de Rick Braun se entrelaçam com perfeição, nossa irmandade é feita de conexão, de respeito, de sintonia. Nós viemos da mesma terra — não só da família, mas da herança afrodescendente, rica em coragem, criatividade e resistência. Carregamos em nós a força de nossos antepassados, e também a leveza de quem sabe rir, dançar e seguir em frente.
Essa música, com seu ritmo sereno e sua alegria tranquila, me lembra os momentos em que estamos juntos — sem precisar de muitas palavras. Basta um olhar, um sorriso, um silêncio compartilhado. É nesse lugar de paz que eu penso quando ouço “Grazin’ in the Grass”.
E é por isso que dedico esta versão a você:
Não é só uma música.
É um abraço.
É um agradecimento.
É um lembrete de que, mesmo quando a vida corre, nós continuamos não dando milho aos pombos, nem olhando o gado pastando juntos na grama, em falsa liberdade, em pseudo união ruminante e burra.
Ao contrário, somos rebeldes em tudo, mas, unidos em fraternidade, em inteligência e propósito
Você é meu irmão de sangue, meu companheiro de jornada, minha raiz e meu futuro.
Que nossa amizade continue crescendo com a mesma graça desta melodia — suave, forte, e cheia de alma.
Com todo o amor,
Renato Globol.